A história de Lampião, o rei do Cangaço

Todos já ouviram falar sobre a história de amor e morte entre Lampião e Maria Bonita . Porém dúvidas e alguns mistérios surgem quando se fala sobre o assunto.

O cangaço foi um movimento genuinamente nordestino de luta armada impulsionado no final do século XVIII, onde alguns homens, denominados cangaceiros, lutavam pela ascensão de perspectiva social e contra famílias poderosas dos latifundiários.

A história do cangaço durou mais de uma década e Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lapião, foi consagrado rei. Ele assumiu a chefia do seu bando em 1922 por causa da organização e disciplina que impunha a seus cabras, raramente era derrotado, além do fato de aparecer perante a população sertaneja como um instrumento de justiça social, procurando. Muito estrategista, ele também era um dos poucos cangaceiros alfabetizado. Em 1929 se encantou por Maria Bonita, uma jovem e brava mulher da caatinga, com quem Lampião se casou um ano depois do primeiro encontro.

Até então Virgulino Ferreira não aceitava mulheres em seu bando, mas Maria Bonita revolucionou a história sendo a primeira mulher a participar de um grupo de cangaço. Os dois viveram juntos por oito anos, lutando e sobrevivendo para o Cangaço. Mas na madrugada do dia 28 de julho de 1938, o grupo de Lampião sofre uma emboscada na Grota da Angico, em Sergipe, e o casal morre. Assista ao episódio da morte de Lampião e Maria Bonita encenado pela Companhia Teatral Estrelas do Sertão.