Casa Brasileira preserva patrimônio histórico

Imóveis históricos, tombados pelo Patrimônio, são portadores de necessidades
especiais e precisam de cuidados que vão da qualidade do restauro à forma de
utilização. A avaliação foi feita pela arquiteta Isabela Galvez, diretora de Urbanismo e
Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, ao
falar sobre o sobrado do antigo Praia Hotel, que abriga hoje a Casa Brasileira, na
região central do município.

Neste sábado, 29 de setembro/2018, Isabela Galvez coordena a Jornada do
Patrimônio, em São Sebastião, com atividades no Museu do Bairro de São Francisco e
visita guiada ao sítio arqueológico da cidade, juntamente com técnicos do
CONDEPHAAT.

Em entrevista ao site do Instituto Mpumalanga, a diretora de Patrimônio do município
fala sobre o uso cultural do casarão sede da Casa Brasileira, que fica no número 80 da
Rua da Praia, e da importância desse imóvel datado do final do século XVIII.

 

A sede da Casa Brasileira, na Rua da Praia, região central, faz parte do conjunto
histórico da cidade. Centro de cultura, arte e gastronomia do Instituto Mpumalanga, o
espaço foi inaugurado em dezembro de 2017 no imóvel de número 80 da Av. Dr. Altino
Arantes, com uma agenda dedicada a cursos, pesquisas em cultura e memória, estudos
sobre culinária brasileira, eventos gastronômicos, exposições de arte, audiovisual,
encontros musicais, oficinas de literatura, festas literárias, rodas de conversa e música
na sacada.

“A decisão de escolher um prédio tombado pelo patrimônio para instalar o centro de
cultura, arte e gastronomia do Instituto Mpumalanga representa nosso compromisso
de valorizar, preservar e produzir conhecimento em torno dos elementos que fazem
parte das matrizes culturais do povo brasileiro”, afirma Adriana Saldanha, gestora do
Mpumalanga e da Casa Brasileira.

O sobrado onde funciona a Casa Brasileira no centro de São Sebastião ficou conhecido
como Praia Hotel. Foi construído com desenho arquitetônico e ornamentação típicos
da virada do século XVIII, com salas nobres na frente, alcovas no meio e ala íntima nos
fundos (salão e anexos), tendo pedra e cal nos elementos estruturais, vedações de
pau-a-pique nas paredes internas do andar superior, tijolos nos arcos das janelas, na
estrutura e na empena da cobertura e a estrutura do telhado em madeira. Sobrado
muito semelhante aos modelos utilizados na região de Parati e pouco comum em São
Sebastião, segundo os técnicos do Departamento de Patrimônio da Prefeitura.
O casarão tem uma grande escada de madeira que leva ao piso superior onde
acontecem as atividades realizadas pela Casa Brasileira, abertas ao público.
Em agosto deste ano (2018), a Casa Brasileira instalou no seu hall de entrada uma
cadeira especial elevatória, que corre por um sistema de trilhos fixados no chão, sem
interferir nas paredes do imóvel. O equipamento garante acesso ao andar superior às
pessoas com mobilidade reduzida.