Formação em Cariacica trabalha envolvimento do corpo com a música

O grupo de professores, que passa pela formação continuada na metodologia Viva com Arte de Cariacica, no Espírito Santo, realizou mais uma etapa do processo junto aos profissionais do Instituto Mpumalanga. O módulo II contemplou construção de instrumentos e práticas educativas corporais, além da percepção do corpo integral e outros entendimentos.

Ao longo de três dias, com trabalhos em dois períodos, os professores capixabas transformaram-se em alunos na segunda etapa da formação, afinal o educador deve ser um aluno permanente na busca pelo conhecimento. “Foram dias de bastante reflexão, questionamentos e interação. Tivemos um resultado bastante satisfatório e pudemos notar um crescimento do primeiro ao terceiro dia e um entendimento muito bom da proposta”, observou Ossimar Franco, um dos responsáveis pela formação do Instituto Mpumalanga.

Três dias muito produtivos envolveram música com o corpo durante segundo módulo da formação.

Três dias muito produtivos envolveram música com o corpo durante segundo módulo da formação.

Eles tiveram acesso à parte teórica que compõe a metodologia, mas também se movimentaram bastante na produção. A partir de matérias recicláveis, simples e acessíveis, construíram instrumentos musicais, que podem ser incorporados nas aulas. Os próprios professores testaram a sonoridade dos novos instrumentos, com atividades que colocavam a prova a coordenação motora, o ritmo e o envolvimento pela música.

“Tem a intensão de formar um novo conceito de um instrumento musical, de sonoridade e criatividade. Às vezes um objeto que estava solto, sem tanta importância, pode fazer música. E nós trabalhamos isso e também o fato de produzir sonoridade com estética e beleza para que a criança se aproprie disso”, destacou Ossimar.

A partir de instrumentos do dia a dia professores constroem instrumentos, trabalhando a criatividade.

A partir de instrumentos do dia a dia professores constroem instrumentos, trabalhando a criatividade.

A percepção do corpo integral, que compreende um corpo individual e um coletivo, a memória afetiva dentro do processo criativo e construções sociais e culturais foram tópicos abordados. Também se aprimorou a percepção corporal a partir da experimentação das motivações individuais e coletivas no tripé: pensar-sentir-agir. As linguagens artísticas e seus elementos fundadores foram experimentados em dinâmicas que permitem observar e (re)construir pontes educativas no corpo.

Um dos exercícios era o envolvimento do corpo com o ritmo dos instrumentos. “O ritmo está ligado ao corpo. Não dá para dissociar. Nós aproximamos a música, trabalhada tanto coletivamente, tanto para o conhecimento de si. Como por exemplo, quando você adequa o seu tempo ao tempo coletivo, para entrar no ritmo”, explica o professor.

Turma comemora novas possibilidades de ensino com metodologia Viva com Arte.

Turma comemora novas possibilidades de ensino com metodologia Viva com Arte.