LUEDJI LUNA E SUA MPB NEGRA EM SHOW NA CASA BRASILEIRA

A Casa Brasileira, em São Sebastião, recebe nesta quinta-feira, 10 de outubro, a cantora e compositora baiana Luedji Luna, para um encontro musical no espaço de gastronomia e cultura Brasileira Gourmet.

 

Revelação da música popular brasileira com o premiado álbum Um Corpo no Mundo, Luedji Luna apresentará um show intimista, com músicas autorais. Em voz e violão, a artista vai misturar música e conversa sobre seu trabalho.

 

Batizada com o nome da rainha do antigo reino de Lunda, na África pré-colonial, Luedji traz em suas composições referências da cultura africana e de músicos de Angola e Cabo Verde.

 

O Brasileira Gourmet fica no centro histórico de São Sebastião, litoral norte de São Paulo, na Av. Dr. Altino Arantes, 68, na rua da Praia. Informações – (11) 9 98388794. A renda é revertida para os projetos educacionais da Casa Brasileira/ Instituto Mpumalanga.

 

LUEDJI LUNA – Um Corpo no Mundo
Data: 10 de outubro/2019 | Horário: 21h INGRESSOS ESGOTADOS
Ingressos à venda no local ou na Casa Brasileira
Local: BRASILEIRA GOURMET– Av. Dr. Altino Arantes, 68, Centro, São Sebastião-SP.
Realização – Instituto Mpumalanga
Apoio- RADIO VOZES e MULTCAR

 

 

A VOZ DIASPÓRICA DE LUEDJI LUNA
por Luciana Oliveira

 

De voz suave, a cantora Luedji Luna traz em seu canto a nostalgia dos mares e a intensidade de suas profundezas. Baiana de alma e nascença vem permitindo cosmopolitar-se na cidade mais populosa da América Latina.

Sua chegada a São Paulo coincide com sua crescente vontade de mergulhar ainda mais no universo da música. Da intimidade com as palavras surgiram composições fortes, expressivas, que nos transportam por mares, águas doces e salgadas, sinuosidades e a sensibilidade de quem parte de si, da sua condição, de seu próprio corpo e se vê no outro e vê o outro em si.

 

Não é a toa que Um Corpo no Mundo foi a primeira conexão mais ampla de Luedji com o público. A solidão vista, sentida e transformada em canção.

Seu timbre passeia por referências da música brasileira, traz atmosferas dos anos 80, 90, passa pela música afro-americana e aterrissa no terreiro, nos toques que percorrem como águas profundas todas as faixas de seu álbum.

A África trazida por Luedji é diaspórica, conecta as vozes das diferentes áfricas que se espalham e se recriam no mundo. Alguns endereços de suas canções são facilmente reconhecidos, dentro dessas múltiplas identidades ouvidas em vozes diversas: negra, feminina, autoral.

Em um mundo marcado por discursos hegemônicos e colonialismos ter voz é algo imenso. Poder reconstruir discursos e narrativas é ter a possibilidade de reconstruir noções de pertencimentos e ser protagonista de sua própria história. E o que o mundo pode fazer hoje?

Escutar, fechar os olhos, abrir o coração e permitir deslocar-se para a imensidão de mundos que essas novas vozes nos trazem. Ouvir, ressignificar e ajudar a reescrever novas histórias, ou dar novas versões, potentes e humanizadoras, a velhas histórias.