Se conto, logo existo!

“Contar histórias: encantos da arte narrativa”é o tema da oficina para educadores e para o público interessado na arte da contação de histórias que a Casa Brasileira realiza esta semana, entre os dias 6 e 8 de março.

Se falamos da vocação para contar histórias falamos dela: Alexandra Pericão. Escritora, atriz, contadora de histórias, professora do Instituto Mpumalanga e advogada. Sim! Essa paulistana que é só sorrisos e alegria ao “narrar” histórias, largou o tribunal pelos palcos e salas de aula.

Sei lá porque eu virei contadora de histórias (risos), de repente eu virei contadora de histórias!

Alexandra contando histórias na Caravana das Artes – Foto: Célia Santos

“Sei lá porque eu virei contadora de histórias (risos), de repente eu virei contadora de histórias! Eu sempre fui advogada e narrava os fatos no tribunal de uma maneira diferente, sob o viés jurídico claro. De repente eu conheço essa outra forma de narrar, mais metafórica, e me apaixonei. Primeiro passei pelo teatro, comecei a escrever e sempre fui uma leitora voraz e daí me encantei com a contação de histórias. E lá se vão 10 anos”.

Nesses três dias de oficina, Alexandra vai falar sobre o encantamento da arte narrativa, e faz questão de deixar muito claro qual tipo de encantamento ela se refere em primeiro plano.

“As pessoas costumam associar à contação de história a uma abordagem mais infantil, de fantasia, que de fato é um lado muito legal. Mas quando eu falo em encantamento isso não quer dizer o mundo da fantasia ou a falta de uma reflexão mais profunda a respeito do que se está narrando. Ás vezes uma história infantil é de uma profundidade incrível. E uma boa história não está dedicada a uma certa faixa etária, você tem histórias ditas infantis que tocam profundamente o adulto.”

Mas por que contar histórias? E por que contar histórias para adultos e ainda dedicar três dias sobre o tema?

A tenda da leitura e contração de histórias na Caravana das Artes em São Sebastião, SP – Foto: Célia Santos

“Walter Benjamim (crítico literário alemão, tradutor, filósofo contemporâneo associado à Teoria Crítica) disse no começo do século que a narração oral estava se perdendo, porque com aS mídias e a imprensa, as pessoas se preocupavam apenas em informar. Então a informação chegava e aí o narrador – aquele que vem do mar por exemplo, muitas vezes de longas viagens -, estava se perdendo e isso é muito triste e deve ser recuperado. Veja, ele dizia isso no começo do século! E ele tem razão, porque uma coisa é você jogar as informações no colo das pessoas, elas simplesmente recebem aquilo e não refletem a respeito. Quando você está narrando uma história ela atinge outros níveis de sensibilidade, de consciência… então daí a importância desse trabalho de “encantamento”, ou seja, chegar no outro de uma maneira mais profunda.”

Bom, se você ainda não está convencido à conhecer de perto e ouvir a “encantadora” Alexandra Pericão, aqui vãos algumas outras razões:

  • Como surgiram os contadores de histórias;
  • Por que eles são tão importantes na contemporaneidade?
  • Estética da recepção: como o conto oral é recebido pelo público?
  • Dinâmica corporal;
  • Exercícios para aprender a saborear as palavras;
  • Conte um conto: roda de histórias

Esses são alguns dos temas que serão trabalhados divertidamente e com muito amor por Alexandra Pericão. Não perca, participe!

Por Vivian Mesquita


“CONTAR HISTÓRIAS: ENCANTOS DA ARTE NARRATIVA” – oficina para educadores e interessados em geral.

Quando: Dias 6,7 e 8 de março das 18h30 às 22h30 
Com: – Alexandra Pericão – escritora, atriz, contadora de histórias e professora do Instituto Mpumalanga.

Onde: Casa Brasileira
Valor: – R$ 50,00
Inscrições: – Casa Brasileira ou depósito antecipado

Outras Informações: reservas@mpumalanga.com.br ou  (11) 998388794

Alexandra Pericão – foto Célia Santos