Ser indígena

” Todo dia é dia de Índio”, diz a canção que soa alto no meu coração e aproxima minha alma da verdade.
Todo dia é dia de ser… índio, negro, mulato, branco, mestiço, caboclo. Mesmo com seu cabelo crespo, liso, cacheado, louro, preto, branco, vermelho ou mesmo que sua pele clara ou escura lhe deixe dúvidas, e a história mal contada embaralhe suas lembranças.
Todo dia é dia de ser!
Minha reza é para que assim como os nossos parentes indígenas guerreiros de toda parte do nosso Brasil, com seus Maracás, rezas, arcos e flechas e passos firmes, tenham resistido à luta por seus territórios, terras sagradas, suas fontes de Vida; que nós, de onde estivermos – ainda que desaldeiados – , continuemos fazendo a nossa parte e que muito em breve possamos cantar e dançar juntos, num grande Tore (ritual) à Mãe Terra, celebrando a vitória do Sensível sobre nossa desumanidade.
Por um mundo mais justo para todos eu canto.
Todo dia é Dia de Índio
Todo dia é Dia de Luta
Todo dia é Dia de exercermos a nossa humanidade.
VAMOS EM FRENTE🏹” – Kitty Canário

O texto acima, em homenagem aos povos indígenas brasileiros neste 19 de abril, é de Kitty Canário. Kitty é parte da equipe de professores do Instituto Mpumalanga e da Casa Brasileira, à frente das iniciativas dos projetos nas causas indígenas, em especial com os povos do médio Purus, é musicista, graduada em Licenciatura em Música. Cantora, compositora, vocalista, arranjadora, instrumentista e regente-coral. Arte educadora, fundadora e gestora do NUME – Núcleo de Musicalização e Assessoria Artística. Desenvolve competências na Linguagem Artística da Música e pesquisa de sonoridades por meio de atividades artísticas, em grupo ou individualmente.

Você pode conhecê-la pessoalmente e saber mais sobres as questões indígenas nesta sexta-feira dia 20, na Casa Brasileira, em São Sebastião (SP) e fazer parte da Roda de Conversa – “A resistência dos Guarani Kaiowá”. É gratuíto, confira:

Roda de Conversa: “A resistência dos Guarani Kaiowá”.

Dia 20/04/2018 – sexta – 19h

Debate e exibição do documentário  Martírio, de Vincent Carelli, que conta a saga do povo Guarani-Kaiowá para retomar suas terras, no Mato Grosso do Sul.  Convidados: Rita Carelli (atriz e cineasta), Priscila Enrique de Oliveira (antropóloga), Pajé Gino Guarani/Terra Indígena Rio Silveira e mediação da profa. Kitty Canário.   Platéia – entrada gratuita.

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